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terça-feira, 6 de abril de 2010

São as águas de março.

          Elas tardam, mas não falham. Apesar de chegarem um pouco tarde, dia 05 abril para ser mais exato, elas chegaram causando muito transtorno e estrago para nós “cariocas”. Estado de calamidade pública? Não! É mesmo estado de calamidade HUMANITÁRIA. Pode até ser coincidência do destino, ontem li o horóscopo e dizia assim: “Você terá uma enxurrada de coisas boas ainda esta semana”. (???????) Só não pensei que a enxurrada viria tão rápida e tão devastadora, apesar de não ter causado nenhum efeito em minha vida. Causou na vida de muita gente que perdeu entes queridos, perderam casas, perderam o resto de dignidade que restavam, isso é realmente frustrante.

          Como o carioca é solidário! Em todas as reportagens que eu assisti (e não foram poucas), moradores ajudando uns aos outros, num único intuito, há quem cobre pela ajuda... Mas é ajuda independente de qualquer coisa. Dizem que o que temos de melhor são as nossas praias... mas não, o que temos de melhor é a nossa solidariedade, nosso amor e prazer em ajudar, ajudar a mãe que perdeu seu filho em um desmoronamento, ajudar a um pai de família que perdeu a esposa e seu filho, ajudar a um deficiente a sair de dentro de sua casa que esta pronta para ser levada abaixo com a força d’água. Isso é o que realmente temos de melhor. Onde nunca vamos encontrar mundo a fora.


          Agora, 01:04 da manhã, acabei de chegar do Centro do Rio, chovia, porém em bem menos quantidade do que ontem, o dia em que me mantive trancado dentro de casa. Mas hoje tive que ir trabalhar, e pude ver um pouco do estrago que a chuva fez. Hoje ainda conseguir sair 1 hora mais cedo do trabalho, não tinha tanta gente na rua como de normal, ou até mesmo em um dia chuvoso. Uns colocam a culpa em São Pedro, outros rogam pragas contra Deus, enfim não sei se existe um culpado, mas se existir, o Rio de Janeiro não esta no seu cronograma de pontos turísticos a ser visitado. (rs.)


Hoje é a chuva, amanhã é a ressaca do mar... E mais água... E mais água... E mais água! E assim vamos vivendo, tropeçando, caindo e levantando, porém jamais parando.






“São as águas de março fechando o verão”. Já dizia a música de Tom Jobim e Elis Regina.