Elas tardam, mas não falham. Apesar de chegarem um pouco tarde, dia 05 abril para ser mais exato, elas chegaram causando muito transtorno e estrago para nós “cariocas”. Estado de calamidade pública? Não! É mesmo estado de calamidade HUMANITÁRIA. Pode até ser coincidência do destino, ontem li o horóscopo e dizia assim: “Você terá uma enxurrada de coisas boas ainda esta semana”. (???????) Só não pensei que a enxurrada viria tão rápida e tão devastadora, apesar de não ter causado nenhum efeito em minha vida. Causou na vida de muita gente que perdeu entes queridos, perderam casas, perderam o resto de dignidade que restavam, isso é realmente frustrante.
Como o carioca é solidário! Em todas as reportagens que eu assisti (e não foram poucas), moradores ajudando uns aos outros, num único intuito, há quem cobre pela ajuda... Mas é ajuda independente de qualquer coisa. Dizem que o que temos de melhor são as nossas praias... mas não, o que temos de melhor é a nossa solidariedade, nosso amor e prazer em ajudar, ajudar a mãe que perdeu seu filho em um desmoronamento, ajudar a um pai de família que perdeu a esposa e seu filho, ajudar a um deficiente a sair de dentro de sua casa que esta pronta para ser levada abaixo com a força d’água. Isso é o que realmente temos de melhor. Onde nunca vamos encontrar mundo a fora.
Agora, 01:04 da manhã, acabei de chegar do Centro do Rio, chovia, porém em bem menos quantidade do que ontem, o dia em que me mantive trancado dentro de casa. Mas hoje tive que ir trabalhar, e pude ver um pouco do estrago que a chuva fez. Hoje ainda conseguir sair 1 hora mais cedo do trabalho, não tinha tanta gente na rua como de normal, ou até mesmo em um dia chuvoso. Uns colocam a culpa em São Pedro, outros rogam pragas contra Deus, enfim não sei se existe um culpado, mas se existir, o Rio de Janeiro não esta no seu cronograma de pontos turísticos a ser visitado. (rs.)
Hoje é a chuva, amanhã é a ressaca do mar... E mais água... E mais água... E mais água! E assim vamos vivendo, tropeçando, caindo e levantando, porém jamais parando.
“São as águas de março fechando o verão”. Já dizia a música de Tom Jobim e Elis Regina.